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Turismo deve meio milhão às corridas no distrito Imprimir e-mail
13-Jan-2011

norte_de_portugal.gifA empresa Global Sport ameaça recorrer aos tribunais para cobrar 500 mil euros à Turismo Porto e Norte de Portugal. O montante refere-se ao apoio prometido, e alegadamente não cumprido, ao Circuito Automóvel de Vila Real e à Meia Maratona do Douro.

A intenção da empresa sedeada em Vila Real está estampada numa carta aberta enviada a todos os parceiros envolvidos na organização dos dois eventos. Com ela, o director-geral, Paulo Costa, pretende demonstrar toda a sua "profunda indignação face ao incumprimento de todos os compromissos" que o presidente da Entidade Regional de Turismo Porto e Norte de Portugal (TPNP), Melchior Moreira, "assumiu nos dois últimos anos" com ele e a sua equipa.

Estão em causa "200 mil euros de apoio ao Circuito Automóvel de Vila Real e 300 mil à Meia Maratona do Douro Vinhateiro". Paulo Costa lembra que em Outubro de 2009, na sede daquela entidade de turismo, em Viana do Castelo, apresentou a Melchior Moreira os dossiês dos dois eventos, e que este "comprometeu-se, naquele dia e datas posteriores, a apoiar incondicionalmente" os dois acontecimentos. "Não teriam existido sem este compromisso da TPNP", sublinha.

Ora, com a garantia de apoio financeiro a empresa de Vila Real avançou com a execução dos dois eventos, que Paulo Costa considera serem "reconhecidamente os dois maiores e mais prestigiados realizados no Norte de Portugal em 2010". Fez-se a festa, estouraram-se os foguetes, apanharam-se a as canas e... "Não houve qualquer financiamento por parte da TPNP", critica.

Sem o dinheiro alegadamente prometido e compromissos assumidos, a Paulo Costa só resta dizer que a "situação é insustentável" e que estão "em causa" todos os projectos liderados e programados pela Global Sport para este ano. A própria empresa também fica "numa situação muito grave".

Apesar de várias tentativas, o JN não conseguiu obter uma reacção de Melchior Moreira, que esteve ontem permanentemente incontactável. No entanto, a entidade por ele dirigida emitiu um comunicado em que "repudia as acusações apresentadas" na carta aberta, "as quais carecem totalmente de verdade". Na mesma nota fica claro que "a TPNP nunca assumiu, para com a Global Sport, qualquer tipo de compromisso que não o de parceria institucional, no sentido de facilitar contactos e oportunidades de apoios e patrocínios para os dois eventos referidos". Como exemplo dá "o apoio financeiro dos Jogos Santa Casa, em 2009, alcançado por intermédio da TPNP".

E comprova o que diz ser a "falta de fundamento" das acusações de Paulo Costa, com "o facto de não constar do Plano de Actividades da TPNP para 2010 a indicação de qualquer tipo de compromisso financeiro com a Global Sport, nem existir qualquer documento contratual nesse âmbito".

O caso segue para os tribunais. "Os advogados já estão a analisar documentos e a reunir testemunhas", adianta Paulo Costa. "Nem daqui a 10 anos isto estará resolvido". Não obstante, está convicto que "não existirão dúvidas sobre de que lado está a razão".

Fonte JN

 
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