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Que fazer!? Imprimir e-mail
04-Fev-2011
paulo_seara.jpegFoi conveniente seguir o conselho dos engenheiros ferroviários suíços e fechar a linha do Corgo em Março de 2009. Encerrar a tempo de evitar derramamento de sangue. Porém, assim se escondeu um legado de abandono principiado por Cavaco Silva e cessado por José Sócrates, com um decreto que dizia conhecer enciclopedicamente a condição da linha, em defesa da segurança dos utentes (estes devem estar rodeados de todas as seguranças), de preferência a segurança do isolamento, a segurança da ineficiente rede de autocarros, em último caso a segurança da boleia.

Quanto ao resto desta tortuosa peripécia, conhecemos o último acto. Juras quebradas, arrufos desmaiados e soluços, e lágrimas de crocodilo. Afinal o culpado é o PEC e a crise internacional, malogrou os projectos altruístas do governo PS.

Que fazer com a linha, mais uma ecopista? No interior já existe excesso de ecopistas (nos locais errados) e ecopisteiros. Podíamos usar a linha para dinamizar a criação de locais de emprego e actividades económicas no bairro da Estação em Vila Real, e nas proximidades da estação da Régua. A linha, atrofiou em parte porque existe uma crónica arte de criar desemprego e crises cíclicas na linha ideológica do centrão. A arrojada erosão do estado previdência operada por tecnocratas de ambos os partidos, que apenas vêm as empresas públicas como fontes de rendimento pessoal, provocou o definhamento de serviços públicos essenciais como a linha do Corgo. É antes de mais uma questão ideológica e não uma questão de modernidade ou gestão de recursos, e contra isso o Bloco de Esquerda diz não.

A 22 de Setembro de 2010, foi comemorado mais um dia europeu sem carros. Em Vila Real, nem tanto, longe vai o tempo da primeira iniciativa quando numa pateta manobra de marketing um carro foi destruído na via pública, talvez estivesse próximo uma municipalização dos transportes locais, mas não, foi só espalhar pétalas e promessas. Actualmente a mobilidade em Vila Real resume-se ao túnel do Marão, o Viaduto do Corgo, a A4, as salamandras que a Corgobus salvou com autocolantes nos vidros dos autocarros. Em síntese, prioridade para o automóvel e o asfalto.

Tive a oportunidade a 23 de Setembro de experimentar as oportunidades de locomoção na rede rodoviária privada entre Vila Real e a Régua por causa de uma entrevista. Investi 12 € e a alma pesou-me ao perder um dia de trabalho. Foi dinheiro e tempo atirado borda fora, no percurso para Vila Real gastei 1.90 €, de Vila Real para a Régua, através de Santa Marta de Penaguião gastei 3.00 € numa viajem sinuosa e curvilínea de quase uma hora, ao que se juntaram despesas com alimentação, ao voltar despendi 5.50 € num expresso entre a Régua e Vila Real, e novamente gastei, uns módicos 1.90 € para voltar ao lar, e como prenda de bom comportamento consumista tive que caminhar 1,5 km até casa. Feliz ou infelizmente naquele dia o meu carro estava na oficina.

A grande contradição deste desperdício capitalista, ou imagem de gente simples a viver acima das suas possibilidades como gosta de dizer Pedro Passos Coelho com a sua verdade da economia, é que se estivesse a linha operacional gastaria 3.80 €, em duas viagens, não necessitando de gastos extra, e cumpriria sem pressas os meus planos. Onde eu quero chegar, é um exemplo acabado. A mobilidade é uma cortina de fumo, fiquei desesperado e preso no nevoeiro inerte a reviver a pré-história das vias de comunicação e o tempo das grandes veias de comunicação, as auto estradas, sem poder gozar das maravilhas do estado previdência, como o comboio, que me deixaria em pouco mais de trinta minutos e num local central a um preço de acordo com as minhas possibilidades – Não é senhor Sócrates e senhor Passos Coelho!

Existe uma grave demissão das responsabilidades de criar urgentemente uma rede de mobilidade para os cidadãos do nosso distrito, sobretudo entre Vila Real, Régua e Lamego; uma rede intermunicipal urbana eficiente, amiga do ambiente e barata. Na Régua por exemplo nem sequer existe um terminal rodoviário como o que vai abrir (finalmente) em Vila Real. Poderá estar contemplado nos 15 milhões de euros a utilizar no programa de regeneração urbana?

Sei que existem planos para criar um sistema de mobilidade intermunicipal através de autocarros, no âmbito da Douro Alliance, Manuel Martins até fez uma declaração nesse sentido. Mas o que vai ser afinal essa rede de transportes? Talvez o sabemos de véspera como é hábito crónico dos executivos PSD.

Se isto não for útil para despertar as consciências apegadas a rochedos antiquados é porque o individualismo da nossa comunidade é tão real e conservador como aqueles que a governam, e aqueles que secundam em oposições de fachada, como o PS.

Não surgiu até à data nenhum movimento cívico ou manifestação popular para defender a linha do Corgo e viagens de comboio a 1.90 €, mas da parte do Bloco de Esquerda, continuamos disponíveis para a luta pelos serviços públicos e por viagens a 1.90 €.

 

Artigo de opinião: Outubro de 2010

 
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