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O Complexo Moral de Rui Santos Imprimir e-mail
12-Abr-2011
paulo_seara.jpegRui Santos, presidente da Distrital do PS, deduz que a esquerda à esquerda do Partido Socialista vai ficar arrumada. A não passagem de Manuel Alegre à segunda volta presidencial e o chumbo da moção de censura constituem revezes conjeturais. O chumbo do PEC, não altera em nada o rumo da austeridade generalizada, e a estratégia do centrão que é estrutural. Aqui está o nosso alvo.

A Esquerda Socialista tem no âmago federar as esquerdas com o objectivo de ultrapassar o ciclo negativo do rotativismo, que vem afunilando cada vez mais a paz social em Portugal. As próximas eleições serão mais um paroxismo dessa estratégia.
 
Rui Santos conota Manuel Alegre com a ilusão e o BE de ser irresponsável e imaturo. A verdade tem detalhes como uma grande nuvem. Segundo George Friedman, “a análise política convencional sofre de uma profunda falta de imaginação: Imagina-se que o passar de nuvens é permanente e fica-se cego a alterações poderosas, a longo prazo, que acontecem à vista de todos.” O baú onde o PS fechou a unidade da esquerda é como um movimento de fundo. Sobretudo porque o PS se afastou, derivou ao centro e à direita, descuidou a constituição que ajudou a criar, perdeu-se na integração europeia, e deu um passo para o conservadorismo burguês com o manual da terceira via, se alcandorando como regulador mor do capitalismo e do neo-liberalismo. O sucesso económico das décadas passadas ajudou imenso a disfarçar, mas nunca conseguimos sair da estagnação, e de sobremaneira era importante quebrar com o subdesenvolvimento. Problemas estruturais não resolvidos na esquerda como a iliteracia cultural, comum na política portuguesa e dos simpatizantes socialistas em particular, que não criticaram a ortodoxia que se foi instalando, porque pensavam que o sistema nunca iria afundar como o Titanic, geraram o PS de agora e um primeiro-ministro telegénico.

A economia é o cerne da questão. A economia tem ciclos, e é possível alimenta-los um pouco mais inutilmente, como estamos a fazer aos mercados financeiros. Cada vez mais os portugueses têm convições contrárias. O PS pensa que pode gerir consensos com qualquer ciclo económico, mas são as pessoas que criam os sistemas e os modelam quando são injustos. Este sistema está caduco. A esquerda socialista não quer a desforra cronológica e ideológica, quer juntar forças para enfrentar o futuro. A utopia não é nenhuma casaca de banana, consegue ser mais forte que as lideranças políticas. José Sócrates é um combatente, está na sua natureza, mas já não está a lutar por uma esquerda de tendência social-democrata. Ceda à realidade: o estado do modelo social europeu é uma fição social-democrata. Os grandes estados da EU emparceiraram com a especulação financeira, sufocando os pequenos estados. Não há unidade para resolver a crise!

Talvez tenha uma surpresa nas próximas eleições: fruto de vários exemplos clarificadores, e o PEC foi o último deles. O BE já não procura aventura, atitude modesta, mas mais responsabilidade, atitude matizada numa palavra: Justiça social. Tema que desapareceu do ideário socialista, substituído por prestações sociais a prazo, recibos verdes, e pelo mérito dos cavalos de Tróia, como o boy Rui Pedro Soares.

A realidade descendente do PS, preconiza muitas opiniões táticas no PS. Os bons cargos podem migrar para portos seguros, até ao regresso ao poder; os blocos centrais e os triunviratos decadentistas são a solução final; ou então os pactos parlamentares para a salvação nacional. Mas a influência política do PS não pode desaparecer. São estas as grandes responsabilidades na pauta dos congressos para futuros líderes como António José Seguro, António Costa, Manuel Maria Carrilho, ou até mesmo Sérgio Sousa Pinto, num futuro mais distante. No próximo congresso do PS não vai ser discutido o passado, não haverá oposição, as eleições estão próximas. No ato eleitoral que reelegeu José Sócrates, apareceram alguns pirilampos contra a liderança, e nada mais. Talvez no próximo congresso, mas não no que se avizinha, o PS discuta o passado. No entanto a esquerda socialista – e revolucionária, vale a pena sublinhar – pode não ter necessidade de realizar um encontro antológico.

Em suma depois de matutar no artigo de Rui Santos, terá ele um complexo moral por se sentir atraído por outra esquerda, ou encontra-se num ponto sem retorno como o PS? E se assim for, ser socialista no Partido Socialista, é fazer o culto da memória sem esquecer o marketing político.
 
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