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A Televisão Digital Terrestre não é para tod@s Imprimir e-mail
15-Ago-2011

carlos_santos.jpgCom o aproximar da data da 1ª fase de encerramento do sinal analógico em Janeiro do próximo ano, o qual já abrange parte do distrito de Vila Real, e que permite aos agregados familiares assistirem aos quatro canais generalistas na Televisão, é de denotar a falta de informação que as entidades responsáveis pela TDT (PT e ANACOM) têm fornecido às pessoas.

Claro que poderão argumentar que entregaram nas caixas de correio um jornal informativo do que é a TDT, como se irá proceder à transferência do antigo sinal analógico para o sinal digital e de como cada casa poderá obter acesso ao novo sinal mas a estética do dito jornal é facilmente confundível como um comum folheto de hipermercado ou de outro género de publicidade, sendo que a maioria das pessoas provavelmente nem olhou para o dito antes de proceder à sua destruição ou colocação no lixo.

O próprio sítio informativo da TDT na Internet não é actualizado com notícias desde o mês de Maio, remetendo explicações mais detalhadas para a sua página na rede social Facebook na Internet onde até existem informações actualizadas recentemente mas onde se procede a fornecer esclarecimentos de forma pouco formal e com um carácter de conversa de café, em que os responsáveis pela página por vezes não efectuam esclarecimentos mas respostas a críticas de alguns utilizadores e utilizadoras.

É igualmente lamentável que a ANACOM tenha optado por fazer distribuições do jornal nas praias, onde por esta altura grande parte das pessoas nem é residente em Portugal, sendo assim dificultado o acesso ao público-alvo do folheto informativo.

Ora, sendo que não é necessário a habitações com acesso a serviços de televisão por subscrição (MEO, Zon, etc) efectuar qualquer tipo de acção para aceder à TDT e que as populações mais envelhecidas e tecnologicamente inaptas são as que tem necessidade de efectuar a transição para poder continuar a ter acesso a este meio de informação, não se entende o porquê das entidades responsáveis não estarem a actuar com mais rigor no interior, onde a maior parte das populações mais idosas são isoladas e onde ainda existe algum grau elevado de iliteracia que impossibilita a interpretação do jornal informativo! E é igualmente questionável se estas populações possuem acesso à Internet para poder consultar essas informações mais recentes!

Mais: os aparelhos que possibilitam o acesso à TDT com os televisores antigos sem receptores digitais vem na sua maioria com as instruções exclusivamente em línguas estrangeiras como o inglês!

Como é possível que a PT e a ANACOM estejam a focar-se com mais rigor nas zonas do país onde não só o conhecimento para efectuar a transição é bom ou mesmo desnecessário devido às maiores possibilidades económicas que permitiram a grande parte da população adquirir serviços de televisão por subscrição, que como referido, não necessitam de efectuar a transição, deixando as populações onde a necessidade de tal informação é crucial ao abandono!

Existe ainda a questão do custo de aquisição do aparelho descodificador, dado que numa altura de enormes dificuldades económicas para as famílias, é exigido um custo elevado para continuar a ter acesso à informação ou entretenimento! Certo que existe a possibilidade dos titulares do Rendimento Social de Inserção, os Reformados e as Reformadas, dos pensionistas com rendimento inferior a 500€ mensais e os cidadãos com grau de deficiência igual ou superior a 60% poderem auferir de um subsídio que cobre em metade o custo do aparelho descodificador, no entanto esses 50% de cobertura subsidiada (no máximo de 22€) não ocultam o peso dos outros 50%, ou seja, são pagos 22€ pelo programa de subsídio mas a família tem de desembolsar outros 22€ para pagar o dispositivo, 22€ que podem fazer toda a diferença para estes agregados familiares em dificuldades económicas.

Aliás, o custo mínimo por um aparelho destes em Portugal é de 40€ de acordo com a DECO, ou seja, estes agregados familiares acabam por desembolsar no mínimo 20€ para usufruir de televisão.

Relembre-se que nem o Governo dos Estados Unidos da América, o país modelo do Capitalismo, deixou este custo a cargo dos mais carenciados e das mais carenciadas, tendo pago a totalidade dos 40€ aos agregados familiares do país para adquirirem o aparelho.

A ver vamos, se a PT e a ANACOM começam a corrigir as debilidades desta campanha informativa e é essencial que o Estado assuma a responsabilidade em termos económicos de efectuar a transferência para o sinal digital, para que não só possa existir qualidade na recepção da informação bem como possa existir acesso à recepção da mesma senão TDT é só para alguns e não para tod@s.

 
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