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Santa impopularidade do Calvário Imprimir e-mail
23-Jun-2013
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Parece estranho que as festas populares que se realizam na nossa cidade saltem constantemente de um sítio para outro sem nunca se verificar condições condignas para a sua realização.

 

O Santo António, ora aqui, ora ali, agora parece ter encontrado um espaço permanente fora do centro histórico da cidade, e que irónico é, vê-lo espalmado entre dois espaços completamente ao abandono: a estação de comboios de Vila Real e a antiga Fábrica de Cerâmica. Que magnífica vista deve ser para os já poucos turistas que visitam a nossa terra.

É também irónico porque é sinal do abandono a que Câmara relegou não só os espaços com história da cidade mas também as próprias atividades que davam vida à nossa, agora moribunda, cidade.

Pior ainda, situa-se junto a um sítio onde o silêncio é a regra de ouro: o Grémio Literário Vila Realense, vulgo Biblioteca Municipal.

Verifica-se também que as barracas da festa são preenchidas por bugigangas sem qualquer relação com a cidade e a sua história. Se o São Pedro pode ser a festa que apresenta o Barro Negro de Bisalhães, porque não recuperar outras tradições para o Santo António como os Linhos de Agarez?

Além disso verifica-se este distanciamento do centro histórico, o que levou ao fim das marchas de Santo António e ao afastamento dos vilarealenses desta festa. O Campo do Calvário, que de acordo com a visão da Câmara deveria ser uma piscina olímpica, ao invés de reabilitado (e que apesar da oposição a tal da parte da população, a Câmara afirma ter recuado somente por motivos financeiros), poderia servir para realizar estas festas da cidade e ajudaria a reaver a possibilidade de se realizarem novamente as marchas populares em Vila Real. Mais ainda: se reabilitado poderia dar uma imagem e um espaço desportivo e cultural (nas alturas das festas da cidade) destacado do Turismo vilarealense.

Mas enquanto isso não acontece, só se coloca o São Pedro na Avenida 1º de Maio. Sim, mesmo ao lado da chamada Rua Direita, que seria um espaço ideal para esta festa popular, dado que esta não detém atrações de grande dimensão. Além disso, a realização na Avenida 1º de Maio, corta uma artéria de trânsito bastante importante da cidade, nomeadamente desde a saída da autoestrada até à ponte de ferro e é ainda um incómodo extremo para as centenas de moradores da Avenida.

E tal como acontece com o Santo António, a ausência de apoio da Câmara, verifica-se, quer pela ausência de instalações de higiene mesmo que temporárias para os feirantes, quer pelo tratamento de todo o Barro Negro como sendo somente Barro Negro. Esta última situação levou a que nos últimos anos aparecesse nesta feira Barro Negro que não só não é de Bisalhães como nem sequer é de Vila Real: é de Viseu.

Finalmente, parece que há cada vez mais foco no São João. Apesar de não ser uma festa tradicional da cidade, não me oponho a mais um evento que dinamize a cidade, mas tenho de criticar o facto de este ser mais promovido que as duas festas que mencionei previamente. É também assinalável que este ano foi desperdiçada uma oportunidade única pela CMVR: já que Rui Rio acabou com o feriado municipal de S. João no Porto, porque é que a CMVR não apelou a que a população do Porto viesse ao de Vila Real em protesto? A única resposta que encontro é mesmo o sentimento de seita existente dentro do PSD em que nada é questionável e a solidariedade é entre raposas ao invés de com as pessoas.

Não se compreende porque é que a CMVR desprestigia tanto as poucas festas tradicionais que dinamizam a cidade, e tem de ser as associações independentes nesta a criar algum dinamismo. Mais: não se compreende para que existe uma entidade intermunicipal, a Douro Alliance, que deveria promover estes eventos além Vila Real mas que para dar apoios a piqueniques que mostram uma visão pindérica e de completo atraso cultural e civilizacional de Vila Real ao resto do país já conseguem apoiar financeira e estruturalmente.

Assim não. Nem pindéricos, nem parolos.

Temos de ter a nossa identidade histórica presente e não ter vergonha dela e devemos impedir aqueles que a reduzem e destroçam de poder ter qualquer intervenção nesta, caso contrário a procissão pelo defunto Vila Real já irá alto no Calvário.

 
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