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O que é Conservação? Imprimir e-mail
20-Mai-2009

irina_castro.jpgNo sentido literal, conservar um recurso - atmosfera, águas interiores, superficiais ou mediterrânicas, estuários, mar territorial, solo, subsolo, elementos da biosfera, fauna e flora - implica uma administração do uso humano da natureza.

Esta administração deve compreender a preservação (conjunto de métodos, procedimentos e politicas que visam a protecção a longo prazo das espécies, habitats e ecossistemas); a manutenção, a utilização sustentável (exploração do ambiente de maneira a garantir a continuidade dos recursos ambientais renováveis e dos processos ecológicos, mantendo a biodiversidade e os demais atributos ecológicos de forma socialmente justa e economicamente viável); a restauração (restituição de um ecossistema ou de uma população silvestre degradada ou mais próximo possível da sua condição original); e a recuperação do ambiente natural (restituição de um ecossistema ou de uma população silvestre degradada a uma condição não degradada, que pode ser diferente da sua condição original), para que possa produzir o maior benefício, em bases sustentáveis, às actuais gerações, mantendo seu potencial de satisfazer as necessidades e aspirações das gerações futuras, e garantindo a sobrevivência dos seres vivos em geral.

 O Valor do recurso irá depender da linha de visão da pessoa que lhe atribui o valor.

Um preservacionista irá atribuir um maior valor ao recurso natural “intocado”, segundo a linha ideológica de John Muir, onde o recurso é protegido e valorizado independentemente do interesse humano. O recurso natural ganha ainda um valor superior se analisado pela tendência conhecida como “ecologia profunda”.

De uma perspectiva conservacionista, o valor do recurso já assenta no pressuposto “salvar para”, logo apesar de o recurso natural ter um valor superior ao recurso semi-natural é também contabilizado sendo o introduzido não aceitado.

Se observarmos no entanto numa linha evolucionista económica o valor do recurso será superior para aquele que trouxer um melhor desenvolvimento económico e social. Logo o valor irá sempre depender do indivíduo que o classifica e da sua linha ideológica.

Colocando-me de parte de todas as linhas ideológicas que envolvem o conceito de conservar ou preservar, a base de todas elas acarretam a culpa do uso indiscriminado dos recursos pelo ser humano. A humanidade sente-se agora culpada pelo uso abusivo dos recursos que o planeta terra nos forneceu e pela situação actual do planeta.
No entanto a necessidade de conservar “carrega as costas” a necessidade que aumentar a longevidade dos recursos para exploração pelo ser humano durante mais um séculos, i.e., a humanidade consome a uma velocidade superior à de renovação do recurso, isto leva a que tenhamos de ter especial atenção a intensidade de exploração e dar tempo para que o recurso se renove. Conservar não é mais do que uma estratégia capitalista e característica do antropocentrismo (concepção que a humanidade é o foco da existência).

Ignorando a existência dos defensores do biocentrismo, conservar é então a necessidade humana de não esgotar o recurso de forma, a que este possa ser mantido e explorado por mais tempo.

 
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