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Intervenção no Parque Termal de Pedras Salgadas desilude população Imprimir e-mail
07-Jun-2010

pedras_salgadas.jpgA expectativa que a população de Pedras Salgadas, Vila Pouca de Aguiar, mantinha face à abertura do parque termal transformou-se em desilusão. O presidente da Junta alega que "não foi feito quase nada" e que já comunicou o desagrado à Unicer.

"O Parque? Para perceber o sentimento das pessoas em relação à intervenção, posso lhe contar o que disse um senhor que lá entrou: 'Há 25 anos que não dizia tanta asneira sozinho'. Acho que isto diz tudo", conta um morador de Pedras Salgadas, que pediu o anonimato. A intervenção no Parque Termal de Pedras Salgadas, em Vila Pouca de Aguiar, deixou a população local desiludida.

 O complexo, concessionado à Unicer, mas de acesso público, nomeadamente o parque propriamente dito e as fontes termais, estava encerrado há quatro anos, no âmbito de um projecto de investimento da empresa, que abrange também o Parque de Vidago (Aquanattur), na ordem dos 47 milhões de euros.

Tido como um pólo turístico central da vila e do concelho, o encerramento do espaço foi motivo de descontentamento desde o início. Aliás, o desagrado foi crescendo à medida que os prazos das várias fases de intervenção foram ultrapassados pela empresa. No entanto, agora que abriu, há cerca de uma semana, o descontentamento mantém-se. "Depois de um encerramento de quatro anos, os comerciantes, sobretudo, estavam com muita expectativa, pois isto era o que trazia movimento à vila, mas conforme está não vai trazer cá ninguém!", afirma o presidente da Junta de Pedras Salgadas, Rui Sousa, garantindo que já fez chegar, através da Câmara, o descontentamento da população à administração da Unicer. "Estamos à espera de uma resposta, para tomarmos uma posição", afirma. O JN tentou ouvir a Unicer sobre o assunto, mas não obteve resposta em tempo útil.

"Piscina parece um tanque"

A lista de reparos feitos pelo autarca à intervenção são muitos, a começar pela piscina. "Tínhamos aqui uma das melhores piscinas da região, agora esta é bonita, isso é, mas parece um tanque", crítica o autarca, referindo ao tamanho do equipamento. Rui Sousa também não compreende porque razão continuam encerradas as várias fontes de água mineral Pedras Salgadas, onde acorria muita gente para beber, bem como a Casa de Chá existente no interior do espaço. O autarca critica igualmente que a empresa não tenha acautelado a oferta hoteleira com a abertura do espaço. "O hotel previsto continua por fazer. As pessoas têm que ficar noutros sítios", aponta ainda Rui Sousa, criticando também o estado dos jardins. "Os jardins estavam melhor antes da intervenção do que agora. Quase não se vê uma rosa. E havia tantas! Agora parece tudo um matagal", revela o autarca, acrescentando que também "faltam bancos para as pessoas se sentarem". "Nem um existe! Isto foi um autêntica desilusão. Tirando o SPA, praticamente não fizeram mais nada", resume.

O SPA Termal, que substituiu as termas que funcionavam num edifício provisório, abriu há cerca de um mês e foi a primeira obra do ambicioso projecto da Unicer a ficar concluída. A sua abertura chegou a estar prevista para 2008, e os sucessivos atrasos levaram mesmo à constituição de um movimento cívico que "exigia" não só abertura do balneário, como a "rápida" conclusão de todo o projecto, nomeadamente a construção de um hotel de raiz, com a assinatura do arquitecto Siza Vieira. Além deste hotel, que obrigará a implosão do actual, o projecto inclui ainda a recuperação das antigas oficinas.

Fonte: JN

 
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